quinta-feira, 13 de abril de 2017

Vamos alfabytizar? – Impressão do leitura do texto Política educativa e cultura digital: entre práticas escolares e práticas sociais (Bonilla e Pretto)




          A alfabetização começa mais cedo na atualidade. E a alfabytização, então, antecede – muitas vezes – o próprio ato da fala. Longe de esperar pelas carteiras escolares e pelas canetinhas coloridas, as crianças dispõem de recursos que requerem somente a ponta de seus dedinhos e sua interação, cantando musiquinhas e observando imagens enquanto aprendem letras, formas, cores e quantidades.

          É claro que não é uma realidade total, geral, que atinge a todos igualmente. No entanto, já não se pode dizer que a cultura digital seja uma novidade desconhecida.

          Nós, professores, vivemos um dilema diante dessa nova realidade social que se estende à educacional: como aproveitar as políticas públicas voltadas ao firmamento e disseminação da cultura digital e das interações em rede sem o preparo profissional para trabalhar dentro da sala de aula, de modo a desenvolver as competências exigidas pela sociedade, as quais são atrativas por demais para nossos alunos e com as quais ainda não sabemos lidar a contento?

          Vemos também alguns entraves na execução das políticas públicas, que fazem as novidades esbarrarem na falta de infraestrutura, o que cria dificuldades reais para nossas crianças e jovens usufruírem como deveriam desse mundo virtual, tecnológico, digital. Assim, a analfabytização se propaga, colocando a muitos de nós, brasileiros, no status de iletrados quanto à utilização dos dispositivos eletrônicos que nos tornaria também “digitais em rede”!

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