A alfabetização começa mais cedo na atualidade. E a alfabytização,
então, antecede – muitas vezes – o próprio ato da fala. Longe de esperar pelas
carteiras escolares e pelas canetinhas coloridas, as crianças dispõem de
recursos que requerem somente a ponta de seus dedinhos e sua interação,
cantando musiquinhas e observando imagens enquanto aprendem letras, formas,
cores e quantidades.
É claro que não é uma realidade total, geral, que atinge a todos
igualmente. No entanto, já não se pode dizer que a cultura digital seja uma
novidade desconhecida.
Nós, professores, vivemos um dilema diante dessa nova realidade
social que se estende à educacional: como aproveitar as políticas públicas
voltadas ao firmamento e disseminação da cultura digital e das interações em
rede sem o preparo profissional para trabalhar dentro da sala de aula, de modo
a desenvolver as competências exigidas pela sociedade, as quais são atrativas
por demais para nossos alunos e com as quais ainda não sabemos lidar a contento?
Vemos também alguns entraves na execução das políticas públicas,
que fazem as novidades esbarrarem na falta de infraestrutura, o que cria
dificuldades reais para nossas crianças e jovens usufruírem como deveriam desse
mundo virtual, tecnológico, digital. Assim, a analfabytização se propaga,
colocando a muitos de nós, brasileiros, no status de iletrados quanto à
utilização dos dispositivos eletrônicos que nos tornaria também “digitais em
rede”!
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