terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Espelho, espelho meu - reações provocadas pela leitura do texto "A imagem como paradigma"


          Selfies. Câmeras. Celular. Perfil. Capa. Snapchat. Filtros. Vitrines. Editorial de moda. Canal no Youtube. Televisão. Vídeochamada. Linha do tempo. Álbuns. Galeria. E espelho. Ah, o bom e velho espelho, mais amado que nunca. E mais diversificado que nunca!
          São diversas as formas - hoje - de se buscar a imagem, de se divulgar a imagem, de se utilizar a imagem. E a famosa pergunta dos contos de fadas está cada vez mais em voga: "Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?" Ah, se aquela madrasta má soubesse que sua máxima iria ser tão usada...
           Só que agora, temos mais variação também na famigerada pergunta: "existe cabelo mais belo que o meu?", "existe corpo mais delineado que o meu?", "existe namorado(a) mais gostoso(a) que o meu?", "existe pessoa mais sortuda/feliz/animada do que eu?" [...]
          Sim, nosso "baú do tesouro" agora é a imagem. Aquela mesma imagem que inquietou os físicos do final do século XIX, quando se transformou a imagem em ponto de partida para a compreensão de fenômenos que "balançavam" o mundo científico. Mas também é a mesma imagem que já se buscava antes, há tantos anos, por nossos precursores, na simplicidade do dia-a-dia, quando se desejava apresentar uma imagem digna, formal, séria, socialmente aceita, para agradar ao outro talvez mais que a si mesmo. 
          E a imagem vai se fazendo presente numa simbologia que furta das palavras sua função primeira: informar, dizer, declarar, externar... Tudo supre a imagem: a roupinha rosa ou azul do recém-nascido, a aliança no anelar direito ou esquerdo, as vestes de cor preta, o moicano no cabelo, a conquista da faixa verde/azul/roxa/preta, o pisca-pisca nas fachadas, o semáforo, o cigarro, o cabelo cacheado, a bandana na cabeça, o arco-íris bordado na camiseta ou impresso no adesivo automotivo, o legalzinho do "curtir"...
          Já chegamos ao limite? Ainda não. Ainda há que se aprender a utilizar melhor a imagem na escola, transcendendo esta ou aquela disciplina curricular, ultrapassando esta ou aquela área de conhecimento, resumindo ou externizando um pensamento, uma compreensão, um daqueles "eureka!" que traduzem a felicidade mais genuína de quando se entendo algo considerado nã-entendível! 
          E mais: há que se lembrar da imagem que marcou, que fez sorrir, que se amou, que se buscou, que se construiu... Das tantas imagens que tecem nossa realidade, nossa vida. Porque a imagem que está na memória nos faz esses seres analógicos que podem conviver com as mudanças e podem modificar o convívio.  

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Software livre: o caminho das pedras.



                 O caminho das pedras... Esse foi o primeiro pensamento que me ocorreu quando li o texto "Software livre e Educação: uma relação em construção". Lembrei-me imediatamente da época em que trabalhava como professora da rede estadual da Bahia, na cidadezinha de Filadélfia, em que me foi dada a oportunidade de fazer cursos de "capacitação" (a professora Bonilla adoooora esse termo!) em software livre para assumir a coordenação do Laboratório de Informática recém implantado na escola onde eu trabalhava. 
          Lendo o texto e vendo os vídeos disponibilizados no Moodle, lembrei como foi desilusão para meus colegas quando ligaram os computadores e viram uma tela inicial desconhecida... e choveu reclamação!!! Os alunos, então, que pouco tinham contato com computadores, ficavam amedrontados e atônitos...
          E o melhor em tudo é que basta você se dispor a explorar o sistema operacional e seus componentes que você percebe que não é um "bicho-de-sete-cabeças"! E lembrando de todos os comentários sobre a segurança do sistema operacional GNU LINUX por estar em constante atualização e por ter uma "rede" de colaboradores para isso, percebe-se mais ainda o quanto perdemos por simples adoção de convenções, por falta de análise.
          A novidade da aula ficou por conta de todo o conhecimento debatido e absorvido sobre sotware livre, pago ou gratuito, sem licença ou quebrando-se a rede ao aplicar uma licença, ganhos e perdas no universo dos softwares livres e proprietários. E mais ainda: como só depende de uma boa política pública para que deixemos de ser lesados pelos softwares proprietários e deixemos de ser invisíveis  por falta de incentivo à produção de tcnologia e de incentivo à aprendizagem de caminhos alternativos e das novidades informáticas/digitais que podem favorecer a todos.