quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

OS AVANÇOS TECNOLÓGICOS E A EDUCAÇÃO



A leitura do texto “Fases do desenvolvimento tecnológico e suas implicações nas formas de ser, conhecer, comunicar e produzir em sociedade”, de Alex Primo, proporciona ao leitor uma reflexão profunda e saborosa sobre as diversas etapas de desenvolvimento tecnológico vividas no cenário educacional. É possível dizer que vivi muitas facetas de avanços tecnológicos tanto em minha vida de estudante, como em minha vida como profissional.
Com o avançar da leitura, fui percebendo que tais avanços são históricos, o que me fez lembrar do ábaco nas séries iniciais do meu Ensino Fundamental, então denominado Programa Alfa I e II (do governo do Estado da Bahia), em meados da década de 80, quando aqueles “aparelhos” tão tecnológicos chegaram para incrementar as aulas de matemática. Foi uma emoção coletiva descobrir como o apetrecho colorido funcionava e o quanto ajudava a fazer as contas! A professora tirou o máximo proveito de todo o kit, que contava com vários outros artifícios preparados para impulsionar a aprendizagem através do encanto, da motivação, da “tecnologia”.
Muitas vezes, ela deixava a turma livre, explorando, supondo, experimentando... O que me fez traçar um paralelo com as ideias de Freire, quando se refere sabiamente ao “aprender a fazer, fazendo”, como também à liberdade de ação na prática educacional dentro dos muros escolares.
Assim como Primo citou as etapas históricas dos avanços tecnológico rememorando à história do homem e das políticas educacionais, assim também pude traçar as minhas memórias e analisar as etapas que vivi, até chegar à contemporaneidade, com essa profusão de apetrechos e de possibilidades que o mundo digital nos oferece. Aqui, nos dá suporte o texto de Silveira, "Além das redes de colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder", que indica mais precisamente como a tecnologia da informação vem transformando o processo educacional, mesmo que vá timidamente tomando espaço na escola, não tanto por culpa da falta de acesso ou da "inclusão" digital de nosso aluno, mas também pela dificuldade de o professor (analógico, moldado nos conformes clássicos) se adequar ao mundo digital.
Mas, do jeito que descobrimos e dominamos os apetrechos de épocas passadas – não sem medo de fracassar, vale ressaltar – também seremos capazes de descobrir, adequar e utilizar os apetrechos desta época, agora como educadores conscientes do quão importante é “modificar” para melhor nossa conjuntura educacional, nosso processo ensino-aprendizagem tão digital e tão ubíquo. Tarefa árdua, mas temos uma equipe de profissionais “porretas” a nos ‘armar’ de maneira chacoalhante e responsável, modificando-nos e levando-nos a refletir sobre as possibilidades que temos diante de nós. A sorte está lançada!
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário