OS AVANÇOS TECNOLÓGICOS E A EDUCAÇÃO
A
leitura do texto “Fases do desenvolvimento tecnológico e suas implicações nas
formas de ser, conhecer, comunicar e produzir em sociedade”, de Alex Primo, proporciona
ao leitor uma reflexão profunda e saborosa sobre as diversas etapas de
desenvolvimento tecnológico vividas no cenário educacional. É possível dizer
que vivi muitas facetas de avanços tecnológicos tanto em minha vida de
estudante, como em minha vida como profissional.
Com
o avançar da leitura, fui percebendo que tais avanços são históricos, o que me
fez lembrar do ábaco nas séries iniciais do meu Ensino Fundamental, então
denominado Programa Alfa I e II (do governo do Estado da Bahia), em meados da década de 80, quando aqueles “aparelhos”
tão tecnológicos chegaram para incrementar as aulas de matemática. Foi uma emoção
coletiva descobrir como o apetrecho colorido funcionava e o quanto ajudava a
fazer as contas! A professora tirou o máximo proveito de todo o kit, que
contava com vários outros artifícios preparados para impulsionar a aprendizagem
através do encanto, da motivação, da “tecnologia”.
Muitas
vezes, ela deixava a turma livre, explorando, supondo, experimentando... O que
me fez traçar um paralelo com as ideias de Freire, quando se refere sabiamente
ao “aprender a fazer, fazendo”, como também à liberdade de ação na prática
educacional dentro dos muros escolares.
Assim
como Primo citou as etapas históricas dos avanços tecnológico rememorando à história
do homem e das políticas educacionais, assim também pude traçar as minhas
memórias e analisar as etapas que vivi, até chegar à contemporaneidade, com
essa profusão de apetrechos e de possibilidades que o mundo digital nos oferece. Aqui, nos dá suporte o texto de Silveira, "Além das redes de colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder", que indica mais precisamente como a tecnologia da informação vem transformando o processo educacional, mesmo que vá timidamente tomando espaço na escola, não tanto por culpa da falta de acesso ou da "inclusão" digital de nosso aluno, mas também pela dificuldade de o professor (analógico, moldado nos conformes clássicos) se adequar ao mundo digital.
Mas,
do jeito que descobrimos e dominamos os apetrechos de épocas passadas – não sem
medo de fracassar, vale ressaltar – também seremos capazes de descobrir,
adequar e utilizar os apetrechos desta época, agora como educadores conscientes
do quão importante é “modificar” para melhor nossa conjuntura educacional,
nosso processo ensino-aprendizagem tão digital e tão ubíquo. Tarefa árdua, mas
temos uma equipe de profissionais “porretas” a nos ‘armar’ de maneira
chacoalhante e responsável, modificando-nos e levando-nos a refletir sobre as
possibilidades que temos diante de nós. A sorte está lançada!
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